
Jamie é a pessoa mais maravilhosa que já conheci. Ela me ensinou a dar valor as coisas simples, me mostrando que o que mais importa é a essência, e não a aparência. Lembro-me de que tinha vergonha dela, do seu modo de se vestir e das coisas que ela falava. Tinha vergonha do objeto que ela sempre trazia em mãos – A Bíblia Sagrada – e da sua preocupação com as pessoas mais necessitadas.
Também lembro o quão fui injusto com ela e quanto tempo perdi naquela vidinha medíocre de um jovem inconsequente. Lembro-me bem. E costumo lamentar por isso. Acho que abri os olhos tarde demais. Como pude passar a minha vida inteira ao lado do anjo que viria a me salvar e eu apenas a ignorava? Quando finalmente percebi que o mundo não girava em torno de mim, estava apaixonado por ela. Mal eu sabia que não iríamos ter muito tempo juntos, que alguns meses depois do nosso casamento ela estaria aqui, em uma cama de hospital. Estou do seu lado, folheando uma revista desinteressadamente e absorto em meus pensamentos. Eu a escuto me chamar.
-Landon?
-Oi, Jamie. Estou aqui.
-Sonhei com mamãe.
Fecho a revista e acaricio uma de suas mãos, a pele pálida e gelada.
-Como foi seu sonho? – indaguei.
Ela ri, encara o teto. Fecha os olhos e começa sua narrativa.
-Ela estava linda. Nos encontramos em um jardim e começamos a conversar. Ela disse que me vê todos os dias, quando estou dormindo. – Jamie umedece os lábios e suspira, como se estivesse cansada demais para falar – e que tem muito orgulho de mim, porque eu ajudei a salvar a vida de um jovem inconsequente. – ela volta-se para mim com um olhar triste, mas ao mesmo tempo satisfeito.
Sinto uma lágrima rolar pelo meu rosto. Não sei dizer ao certo o que ela representava, porque por dentro eu sentia um turbilhão de coisas: tristeza, dor, arrependimento, saudade, medo, talvez.
-Jamie, porque eu não te conheci antes?
-Deus sabe a hora de cada coisa acontecer, Landon.
Assenti, sentindo formar-se um nó na minha garganta e mais lágrimas brotarem dos olhos.
-Acho – ela continua – que já cumpri minha missão…
-Você me fez crer em Deus. – completo com a voz embargada.
Ela encara mais uma vez o teto, mas de um jeito desconfortável.
-O que está sentindo agora? – Pergunto.
-Curiosidade. Para saber o que vem depois.
Um sorriso triste toma conta de seu rosto, mas desaparece segundos depois.
-Lembra aquela vez que eu fui pedir a você uma colaboração para crianças carentes? – ela perguntou.
-E eu falei que estava sem saco pra ajudar ninguém. Me desculpa. Por isso. – engulo em seco – e por muitas outras coisas também.
-Você já se esqueceu?
-De quê? – pergunto, curioso.
-Do que fez por mim também. Realizou meus três desejos:
-Fazer uma tatuagem, estar em dois lugares ao mesmo tempo e casar. – falamos em coro.
Encosto minha testa na sua mão. Sinto o peso da minha cabeça, sinto-me fraco. Começo a chorar. Não controlo o choro e começo também a soluçar. Por fim, levanto a cabeça, suspiro e falo com esforço:
-Você é um anjo na minha vida. Você me ensinou como se vive, como se ama. Me fez muito feliz, acreditou em mim mais do que eu. É por essas e outras razões que eu te amo.
Encosto minha testa de novo em sua mão. Fecho os olhos. Desejo que ela fique comigo, embora saiba que está prestes a partir. Ficamos imóveis, eu ainda podia sentir sua pulsação, fraca e lenta. Levanto a cabeça e ela está de olhos fechados.
-Jamie? – eu a chamo.
Ela abre os olhos vagarosamente. Encara-me com um olhar perdido e diz:
-Eu te amo, Landon.
Mais lágrimas brotam dos meus olhos, e o nó na minha garganta só aumenta.
-Eu te amo. Sempre vou te amar. – falo por fim.
Começo a sentir sua mão pesar na minha, ficando sem vida. Jamie encara o teto uma última vez, e eu sinto sua pulsação parar aos poucos. Mesmo sabendo que não podia me ouvir, falo novamente:
-eu te amo, Jamie. Eu te amo.
A faculdade de Ronnie ficava bem próxima da de Will, por isso, sempre que saía mais cedo, ia buscá-la para lanchar no McDonald’s. Ronnie quase nunca ia na faculdade de Will, indo umas duas vezes no máximo.
Certa vez, ela saiu da faculdade mais cedo e quis fazer uma surpresa a ele. Ela saiu caminhando, respirando o ar puro de Nova York, e lógico, sempre se lembrando de seu pai. Ela podia sentir a presença dele caminhando junto a ela. A faculdade do seu namorado nem era tão longe da sua, por isso ela preferiu ir a pé. Mas o dia estava quente e ensolarado, a fazendo suar e sentir um certo arrependimento. Quando dobrou a esquina, ela se debateu com outra pessoa. Ela pediu desculpas, mas por causa dos raios solares muito intensos, Ronnie não conseguiu abrir os olhos direito. Quando ia colocando o braço na frente do rosto para ver quem era, a pessoa com quem ela havia topado também pediu desculpas, e logo Ronnie reconheceu quem era só pela voz.
Ela respirou fundo e sentiu uma espécie de raiva tomar conta dela. Logo, as imagens do verão passado voltaram na sua mente na ordem dos fatos mais recentes para os mais antigos. Até que a imagem de uma loira de olhos claros que vivia sempre a atormentando. Não era possível. Cobriu com a mão a luz do sol e olhou para a pessoa que estava na frente dela só para conferir se era realmente quem ela pensava. E era.
– Você? O que está fazendo? Me perseguindo? – Ela perguntou com raiva.
– Desculpe, mas Nova York inteira não é só sua. Foi um desprazer cruzar com você, bye !
– Olha, Ashley, não sei como você consegue, MAS VOCÊ ME IRRITA, CARAMBA! ATÉ NUNCA MAIS – Ronnie berrou no meio da rua, chamando a atenção de algumas pessoas.
– Desculpa se eu te incomodo. Fala sério, não sei como o Will te agüenta. – Dizendo isso, ela saiu, deixando Ronnie sozinha com toda a sua ira. Por um momento, pensou em ir atrás da, loira e gritar com ela mais uma vez. Mas logo ela afastou esse pensamento e seguiu seu caminho.
Ele estava de costas, conversando com um grupo de amigos. Ronnie parou e fitou-o de longe. Ela viu seus amigos apontarem para ela, e imediatamente Will se despediu deles e veio ao seu encontro.
– Oi, meu amor, veio fazer uma surpresa? – Ele disse assim que chegou.
– Sim, eu vim. – Ela disse, desinteressada.
– Você está muito estranha, Ronnie. – Ele a analisou – Aconteceu algo? Ei, a Blaze…
–Está aqui, eu já sei. Vamos lanchar, estou com fome.
Uma vez na lanchonete, Ronnie contou com quem ela tinha topado na rua. Para sua surpresa, Will pareceu não se importar.
– Você já sabia? – Ela ariscou.
– Arrã. – Ele respondeu olhando para o teto e tomando um gole de suco.
– E como você sabia? ! – Havia um tom de irratação em sua voz.
– Ela faz direito na minha faculdade. – Will soltou de uma vez e fechou os olhos, como quem esperasse por um grito ou um tapa. Mas Ronnie não fez nada disso. Em vez de gritar ou bater em algo, ela respirou fundo, como sempre fazia quando estava nervosa. Bebeu m copo de suco e ficou em silêncio por um instante. Assim que se acalmou mais, ela disse:
– E você na me falou porque… ?
– Porque eu queria te poupar. Ronnie, pelo amor de Deus, isso não importava pra mim.
Ronnie sentiu seu nervosismo voltar.
– Mas importava pra mim, Will! Eu nunca me dei bem com a Ashley, e agora que eu pensei ter me livrado dela, ela volta! Isso é perseguição!
– Ronnie, você está com ciúmes? – Ele disse rindo, e mordendo o seu sanduíche, lançando para ela com um olhar malicioso.
– É, Will. Eu estou sim. Eu me tremo toda só de pensar em te perder.
– Para com isso, eu só tenho olhos pra você, esqueceu?
– Will, eu…
Mas antes que ela terminasse de falar, ele a beijou. E isso bastou para ela perceber que sua insegurança não tinha motivos.
Já eram quatro quando ela chegou em casa. Jonah estava sentado no sofá assistindo TV. Foi até a cozinha, comeu mais alguma coisa e foi tomar banho. Quando ia saindo do banheiro, a campainha tocou. Ronnie deu um salto: Ela esquecera da visita de Blaze. Correndo, ela se vestiu e penteou os cabelos totalmente molhados. Passou correndo pela sala, vendo que Jonah já estava com a mão na maçaneta para abrir.
– Sai, é pra mim. – Ela disse, tirando a mão dele da porta.
– Como você sabe, é o seu namorado, por acaso?
– Não te interessa. Anda, cai fora.
Jonah voltou para o sofá.
Ao abrir a porta, quase não reconheceu Blaze. Ela estava muito diferente. Tinha cortado os cabelos na altura dos ombros, e não eram mais vermelhos, estavam pretos e bem naturais. O piercing que havia em seu nariz também sumiu. Os olhos dela transmitiam uma certa alegria.
Nenhuma das duas sabia o que fazer. Blaze sentiu uma certa preocupação, ela não sabia qual seria a reação de Ronnie. Mas logo ela falou:
– E então, Ronnie, como você está?
Ronnie não respondeu, ficou imóvel, parada à porta. Blaze teve medo de ter feito a coisa errada. Será mesmo que Ronnie queria vê-la depois de tudo que ela fez?
Os instantes finais do silêncio de Ronnie se sucederam a um sorriso que invadiu seu rosto de um jeito contagiante, fazendo Blaze tirar a dúvida que se estabelecera em sua mente logo que a porta foi aberta.
Logo depois, Ronnie avançou para Blaze,a abraçando tão forte que ela podia respirar.
– Sua louca, eu senti tanto a sua falta! – Ela disse enquanto apertava a garota.
– Eu também senti a sua! Por isso resolvi vir aqui.
Depois de se separarem, Ronnie a conduziu para dentro de casa. Virando-se para Jonah disse:
– Ei, você não tem que fazer o seu dever de casa?
Mas o irmão nem piscou.
– Vem Blaze, vamos lá pro meu quarto.
O quarto de Ronnie estava uma bagunça: Tinha peças íntimas na cadeira, a toalha molhada que ela tinha jogado em cima da cama logo que Blaze chegou, sapatos espalhados por todo o chão, dois copos sujos de refrigerante na mesa do computador, e ainda uma pilha de livros na mesinha de cabeceira. Assim que entrou ela saiu recolhendo tudo que encontrava pela frente tentando arrumar o quarto. Depois que o local ficou razoavelmente organizado, as duas sentaram na cama.
– Blaze, você precisa me contar que história é essa de você estudar aqui. Como foi isso, menina?
– É que a minha mãe foi transferida do trabalho dela pra cá. Estou estudando na Columbia.
Ronnie deu um pulo da cama
– Você ta brincando! É a faculdade do Will!
Blaze riu, e depois fez um sinal pra Ronnie sentar de novo. Ainda rindo, ela perguntou:
– Por falar no Will, como está o namoro de vocês?
– Está ótimo, melhor impossível. Mas você sabe quem estuda na Columbia?
– A Ashley, já sei. Infelizmente tenho que cruzar com ela todos os dias…
Ronnie se levantou de novo.
– Blaze, por que demorou tanto? – Ela riu alto.
– Bem, é que não deu tempo. Só faz uma semana que eu cheguei. Ei! O Will não te falou nada sobre mim?
– Sim, ele disse, mas eu nem me liguei porque tinha acabado de topar com a Ashley na rua e…
– Ronnie, senta de novo, rápido, depressa! Tem uma coisa que você não vai acreditar!
– Diz logo! – Ronnie sentou-se de novo eufórica.
– O Will disse que o Scott pediu transferência pra cá, e ele vai estudar na sua faculdade!
Ronnie fechou os olhos, processando a informação. Depois disso, deu um grito, se levantando da cama mais uma vez e vendo Blaze rolar de rir na sua cama.
A tarde passou rápido e as duas conversaram sobre tudo, ouviram música, e a noite pediram pizza e assistiram a um filme. Ronnie insistiu para que Blaze dormisse lá. Mas ela recusou porque tinha aula cedo no dia seguinte. Além disso ela não havia levado roupa nem escova de dentes. Mas para Ronnie valeu a pena a tarde que passaram juntas.

(Cont. Odiada - Cap. V)
Não era o primeiro caso de depressão na escola, Georgia já havia deixado a enfermaria ser refúgio de muitas garotas. Sentia tanta pena dessas meninas… A perfeição era algo obrigatório naquela escola, se você não era como os estereótipos, seria duramente julgada. Eles só não faziam idéia que Alyssa era perfeita e mais que isso, que elas não eram. Aquela garota tinha um coração de ouro, o mais puro e doce de todos. Se fosse corrompido, o mundo estaria perdendo uma das poucas almas completamente brancas restantes. Georgia sabia disso. Ela cuidou dos cortes da menina, não eram tão fundos quanto Alyssa pensava. As mangas de sua blusa eram longas o bastante para cobri-los, pelo menos, tinha pensado nisto.
- Tente descansar, minha criança. E fique tranqüila, para todos os efeitos, você está muito enjoada.
Ela queria sorrir, eu garanto a você, mas não conseguiu. Estava devastada. Não era a primeira vez que alguém a insultava, mas ela estava mais frágil… Quando o coração é forte, você consegue agüentar o que vier, mas, e quando já está estilhaçada?
Pegou o caderno de desenho e desenhou uma menina até os ombros. Ela estava normal, sem expressões. A menina a encarou como a pessoa que era uma hora atrás, não sabia que estava bem. Quer dizer, não sabia que podia ficar pior. As lágrimas de raiva e de desespero, eram só marcas no rosto e deram lugar as lágrimas de tristeza que escorregavam até o travesseiro em que deitava. Ela desenhou aquelas lágrimas na menina, fez os olhos brilharem, franziu seu cenho, enrugou o queixo e desenhou cortes nos ombros.
E ela estava destruída. Era incrível como, em questão de minutos, tudo podia mudar. Estava cansada de pensar que um dia poderia mudar para melhor, estava cansada de viver esperando quando seria a sua vez, quando ela poderia dizer sinceramente que estava feliz. E principalmente, quando poderia parar de mentir. Pelo menos tinha onde ficar, não precisava encarar aquelas pessoas, principalmente aquelas garotas… O pior é que ela era tão boba que não conseguia odiá-las. Então, chorava.
- Não chora, garota estúpida. – disse a si mesma, enxugando o rosto.
Alyssa fechou os olhos, esperando trancar as lágrimas. Inspirou, expirou, inspirou e expirou de novo. Era assim que ela conseguia se acalmar, e isso era o que fazia todos os dias antes de dormir. Assim, o conseguia
- Hora do almoço, querida. – falou Georgia.
Ela se levantou rápido, tinha que encontrar o garoto da caneta. Pegou suas coisas, agradeceu à enfermeira e caminhou em direção ao refeitório. Era a primeira vez que ia para lá em muito tempo. Hesitou ao entrar, afinal, lá estavam todas as pessoas que evitava. Ou seja, todas as pessoas. Mas ela se sentia mais vulnerável, tinham atirado insultos nela. Ela tinha se cortado por culpa deles, os pulsos ardiam pelo veneno deles. Mas, Alyssa foi. Não costumava quebrar promessas. Sentou no canto, não tinha ninguém, então lá esperou, e esperou, e esperou… Nada dele.

Alyssa
Capitulo V - Odiada
Estava preocupada. Como teria se resolvido o problema com seus pais? E David, será que ele estava bem? Definitivamente, nada de escola naquele dia. Jogou fora a forma do cupcake e andou para o banheiro. Não tinham entrado em sala ainda, era só o primeiro sinal. Jogou a mochila no chão, e sentou em cima dela. Tinha uns rabiscos na porta da cabine, nomes de garotas e adjetivos para elas. ‘’Heather – Bonita, linda, gostosa…’’, ‘’Amanda – Simpática, próxima rainha do baile’’ e então, Alyssa. ‘’Bizarra, muda, vadia, idiota, psicopata, problemática’’, era o que tinha abaixo do nome dela.
Ela leu de novo e de novo. A respiração dela ficou alta, os soluços ecoavam pelo cubículo onde ela se encolhia. Cada lágrima era como uma gota de sangue. Alyssa estava errada, ela não era invisível. Era odiada. Queria gritar, sua cabeça doía tanto, como se esmagassem seu cérebro sem compaixão, mas o coração doía mais. Cada palavra, foi um soco. Ela não conseguia mais respirar. Ficava a perguntar ‘’Por quê, Deus?”. Mas não obtinha resposta. Alyssa estava morrendo por dentro, tentava conter os gritos, mas ele ainda saiam como gemidos. Ela se sentia um lixo. Ela não queria mais aquela dor, queria uma saída e a única que via era o que tinha prometido mais uma vez nunca mais fazer.
Tinha um espelho dentro da sua bolsa. Com as mãos tremendo, ela pegou e bateu com ele várias vezes no chão, até ter algo afiado. Pelo o pedaço de vidro que tinha na mão, viu seus olhos, vermelhos de tanto chorar. Isso piorou, o nó na garganta aumentou. Por que a odiavam tanto? Mas ela também odiava a si mesma. Contou até três e arrastou a ponta pela pele do outro pulso.
- Eu sangro que nem vocês, droga – disse ela, baixo, com a voz embargada – eu sangro que nem vocês…
Mais uma vez, a lâmina rasgando sua pele. Ela mordia o lábio e fechava os olhos. Não queria mais ver o que estava fazendo, não queria mais se sentir inferior a elas. Alyssa jogou o vidro no chão, junto com os outros estilhaços. Deitou os dois braços nas coxas e encarou os pulsos. Um com mais cortes, porém já cicatrizado e o outro, cortado duas vezes, mas mais profundo que na primeira. Ela se sentia tão fraca. Seus olhos estavam tão pesados…
Aly limpou o sangue com papel higiênico, abriu a porta e saiu.Andando com seus passos lentos, seus cabelos sobre os olhos e segurando a mochila na mão. Não sabia que as pessoas a olhavam daquela forma. Nunca tinha feito nada com ninguém, sempre fora uma garota calma… Mas as pessoas eram malvadas.
- Georgia?
- Sim, querida. – a enfermeira atendeu.
- Eu posso ficar aqui até o almoço?
A mulher olhou para ela com compaixão nos olhos. Alyssa estava horrível.
- O que está acontecendo com você, mocinha?
- Eu estou bem… – ela mentiu – Só preciso deitar um pouco, acho que estou doente.